sábado, 25 de maio de 2013

Maria e o Espírito Santo

Maria: esposa do Espírito Santo

“Deus Espírito Santo comunicou a Maria, sua fiel esposa, os seus dons inefáveis, e escolheu-a para DISPENSADORA de TUDO quanto possui. Deste modo, Ela distribui a quem quer, quanto quer, como e quando quer todos os Seus dons e graças, e NENHUM dom celeste é concedido aos homens sem que passe por suas mãos virginais. Porque tal é a vontade de Deus que quis que tudo recebamos por Maria”.
Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem,
 São Luís Maria Grignion de Montfort.

No último domingo (19/05) a Igreja celebrou, com muita alegria, a festa de Pentecostes, que encerra o Tempo Pascal, e faz memória ao dia em que o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos, quando estes se reuniam em Jerusalém. No último dia 13, vale lembrar, celebrou-se também a memória das aparições de Nossa Senhora em Fátima, Portugal. Mas o que essas duas festas têm a ver??? Tudo!

Maria estava com os apóstolos em Jerusalém. E arrisco dizer que sua presença foi fator determinante para a vinda do Espírito Santo sobre aqueles que se encontravam no Cenáculo. Afinal, não fosse pelo Fiat (faça-se) de Maria, o Verbo não teria se encarnado. Por se deixar envolver pela Sombra do Altíssimo, sinalizando uma entrega total à vontade de Deus, Maria é carinhosamente lembrada como Esposa do Espírito Santo. Não fosse essa entrega, permaneceríamos órfãos e longe da Graça de Deus.

Quem acorre a Maria em suas orações certamente será atendido, assim como o filho é prontamente atendido por sua mãe quando corre perigo. Maria é dispensadora das graças de Deus porque é pura, e está sempre em Sua presença gloriosa. Aquela que carregou no ventre o próprio Deus é, com toda a certeza, dotada da capacidade de ser canal da Graça, via do doce Ruah.

Um santo diz que Maria foi a única criatura capaz de receber em seu ventre Aquele que o Céu não podia conter, tal era sua grandeza. A jovem Maria foi preservada da mancha do pecado original para gerar, sem a mesma mácula, o Santo, o Justo, o Filho de Deus. “Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!” (Lc 1, 45). E bem-aventurados são os que a recebem por Mãe, pois também são feitos herdeiros das promessas de Cristo que em seu ventre habitou.

Não recebemos Maria como Mãe por mérito próprio. Foi o próprio Jesus quem no-la deu, para que a Ele chegássemos por meio dela. Do alto da Cruz, o mestre diz a seu discípulo amado: “Eis aí tua Mãe!”. Os mais céticos dizem que aquele discípulo amado era João (o evangelista) – e, historicamente, talvez o fosse –, mas acredito que tal expressão não comporta tão pequena significação.

Maria era “cúmplice” da missão de Jesus. Ela sabia, em seu coração, da importância daquele momento. E compreendeu que seu Filho nos queria para si como irmãos.  Como Mãe, Maria nos ama porque enxerga seu Filho em nossos corações, ainda que estejamos desfigurados pelo pecado. Ela nos tem como filhos amados e não cessa de interceder por nós. Nossa Mãezinha acolhe nosso coração aflito, e leva a seu Filho as nossas súplicas. A Mãe de Deus e nossa quer nos regenerar no Amor, quer nos colocar em seu ventre com Jesus, Aquele que cura e liberta de toda a maldade.

Entreguemos nossos corações à Virgem Santíssima para que, em seu ventre, na companhia de Jesus Cristo, nos tornemos fiéis discípulos e co-herdeiros do Céu.


Paz e bem!