Ano da Fé
Em 11 de outubro de 2011, o
Papa Bento XVI proclamou, por meio de carta apostólica intitulada Porta Fidei (Porta da Fé), que em
exatamente um ano, teria início o Ano da Fé. Portanto, torna-se oportuno e
necessário abordar o tema.
No dia em que se comemora o
cinquentenário (50 anos) da abertura do Concílio Vaticano II, e,
simultaneamente, os 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, o
Santo Padre nos convida a celebrar um Ano da Fé, com o objetivo fortalecer em
nós esta graça de Deus que nos impele a testemunhar o Evangelho com coragem e
buscar com confiança estar cada vez mais próximo do Pai.
Como o próprio pontífice
destaca em sua epístola, não é a primeira vez que a Igreja convida seus fiéis
para celebrar um Ano da Fé. Seu predecessor, Paulo VI, proclamou, em 1967, um
tempo semelhante na Igreja, em memória do martírio dos apóstolos Pedro e Paulo,
estimulando os fiéis professarem sua fé, sem medo das perseguições.
A principal motivação de Bento
XVI para proclamar tal evento consiste da necessidade de uma renovação, um
reavivamento da profissão de fé. Não no sentido de MUDAR o que professamos, mas
no sentido de VIVER o que professamos. O Papa percebe essa urgência de
retomarmos o “gosto” pela Palavra e pela Eucaristia, elementos centrais da
vivência católica.
Da mesma forma, nosso Pastor
pede que seja um tempo de autêntica e renovada conversão, mudança de atitudes,
a fim de que cada um seja fortalecido pela graça de Deus, lembrando que esta só
atinge os corações que estão abertos, sedentos pela água viva, como é relatado
no encontro de Jesus com a Samaritana (Jo 4). Portanto, é necessário nos
colocarmos a caminho do encontro com o Mestre.
Bento XVI destaca ainda que “a fé cresce quando é vivida como experiência
de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria”,
ou seja, não é possível oferecer o que não se tem. Para evangelizar, transmitir
a experiência do amor, é preciso VIVER essa experiência, que só acontece quando
nos abrimos à graça da Fé. O Papa destaca ainda que “A fé torna-nos fecundos, [...] abre o coração e a mente dos ouvintes
para acolherem o convite do Senhor a aderir à sua Palavra a fim de se tornarem
seus discípulos”.
“Acredita-se
com o coração e, com a boca,
faz-se
a profissão de fé” Rm 10, 10
A partir deste trecho da
epístola de São Paulo, o sumo pontífice discorre a respeito do testemunho
daquele que crê, e exorta: “o professar com a boca indica que a fé implica um
testemunho e um compromisso públicos. O cristão não pode jamais pensar que o
crer seja um facto privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com
Ele”. Portanto, é necessário transmitir a experiência da fé, a fim de que todos
possam experimentá-la, tornando-se assim, discípulos do Mestre. Que ao longo
deste Ano da Fé possamos nos abrir a graça do Espírito Santo e testemunhar
autentica e sinceramente a fé que professamos.
Obs.: Texto retirado da edição de outubro do Jornal "O Mensageiro de Santa Rita". Autoria: Leonardo Bruno Dias
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