terça-feira, 9 de outubro de 2012

Ano da Fé


Ano da Fé

Em 11 de outubro de 2011, o Papa Bento XVI proclamou, por meio de carta apostólica intitulada Porta Fidei (Porta da Fé), que em exatamente um ano, teria início o Ano da Fé. Portanto, torna-se oportuno e necessário abordar o tema.
No dia em que se comemora o cinquentenário (50 anos) da abertura do Concílio Vaticano II, e, simultaneamente, os 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, o Santo Padre nos convida a celebrar um Ano da Fé, com o objetivo fortalecer em nós esta graça de Deus que nos impele a testemunhar o Evangelho com coragem e buscar com confiança estar cada vez mais próximo do Pai.
Como o próprio pontífice destaca em sua epístola, não é a primeira vez que a Igreja convida seus fiéis para celebrar um Ano da Fé. Seu predecessor, Paulo VI, proclamou, em 1967, um tempo semelhante na Igreja, em memória do martírio dos apóstolos Pedro e Paulo, estimulando os fiéis professarem sua fé, sem medo das perseguições.
A principal motivação de Bento XVI para proclamar tal evento consiste da necessidade de uma renovação, um reavivamento da profissão de fé. Não no sentido de MUDAR o que professamos, mas no sentido de VIVER o que professamos. O Papa percebe essa urgência de retomarmos o “gosto” pela Palavra e pela Eucaristia, elementos centrais da vivência católica.
Da mesma forma, nosso Pastor pede que seja um tempo de autêntica e renovada conversão, mudança de atitudes, a fim de que cada um seja fortalecido pela graça de Deus, lembrando que esta só atinge os corações que estão abertos, sedentos pela água viva, como é relatado no encontro de Jesus com a Samaritana (Jo 4). Portanto, é necessário nos colocarmos a caminho do encontro com o Mestre.
Bento XVI destaca ainda que “a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria”, ou seja, não é possível oferecer o que não se tem. Para evangelizar, transmitir a experiência do amor, é preciso VIVER essa experiência, que só acontece quando nos abrimos à graça da Fé. O Papa destaca ainda que “A fé torna-nos fecundos, [...] abre o coração e a mente dos ouvintes para acolherem o convite do Senhor a aderir à sua Palavra a fim de se tornarem seus discípulos”.

“Acredita-se com o coração e, com a boca,
faz-se a profissão de fé” Rm 10, 10
        
A partir deste trecho da epístola de São Paulo, o sumo pontífice discorre a respeito do testemunho daquele que crê, e exorta: “o professar com a boca indica que a fé implica um testemunho e um compromisso públicos. O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um facto privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele”. Portanto, é necessário transmitir a experiência da fé, a fim de que todos possam experimentá-la, tornando-se assim, discípulos do Mestre. Que ao longo deste Ano da Fé possamos nos abrir a graça do Espírito Santo e testemunhar autentica e sinceramente a fé que professamos.

Obs.: Texto retirado da edição de outubro do Jornal "O Mensageiro de Santa Rita". Autoria: Leonardo Bruno Dias

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